

ontem te vi dentro do meu quarto procurando em meus guardados aquilo que guardo de ti e que nunca se desfaz tua voz roçando os meus ouvidos o cheiro do teu sexo invadindo os meus sentidos as estrelinhas que deixou no teto as fotos na parede as marcas na fotografia dentro do armário vestígios de tuas roupas que ficaram penduradas no cabide em meio as minhas e uma palavra presa na garganta como um poema que ficou pela metade suspenso no arame solto ao vento como tantas outras coisas que se foram assim como as que não aconteceram mas você estava lá dentro do quarto com suas mãos remexendo em todas as coisas acontecidas ou que estão por acontecer