Federico Baudelaire - Viagens IN Sanas pelo paraíso das Metrópolis


07/04/2006


 Mulher,
meu poema
se completa em teu vestido
roçando a tua carne
no algodão
tecido.
meu ofício é de poeta
pra rimar poema e blusa
e ficar em tua pele
pelo tempo em que me usa.

arturgomes

Escrito por Federico Baudelaire às 22h00
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Três poemas Amazônidos

I

me
dite
até que o nervo
do silêncio
dispare
com
um
inaudível
clique
de dentro
da cabeça
seu
satori


II

de
ter
mil
alagrosamente
o fluxo
do rio
arrebatar-se
a outra margem
saturar-se
de
satraves
sando-a

até às 3 da tarde
como
estava
previsto

III

no meio do mundo
deste trópico
sons
e silêncios
(densos)
tropeçam na noite

um devir-rio
com seu rito
- tucuxidionísius -

nos as
sombra,
nos
dobra
e nos
captura:
teia tênue
líquida prosmicuidade
feliz
men
te

 

Herbert Emanuel

Escrito por Federico Baudelaire às 21h54
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Meta Linguagem

 

minha língua é minha arma

com ela roço  no vento

e invento a palavra fala

falo pira pirão piracicaba

viajo a estrada das letras

falo pindamonhangaba

fulinaíma é bala que você não chupa

fala que você não fala

no seio minha língua mátria

sem pai nem mãe nem pátria

quando meto a língua na boca

preparo alguma armadilha

clarice não viu joão pessoa

pernambuco paraíba santarém

a língua pode ser armadilha

e armadilha é minha fala também

 

Artur Gomes

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Escrito por Federico Baudelaire às 07h14
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Auto-Retrato

 

eu gosto de pintar na cama

adoro as mulheres brancas

elas têm cheiro de leite

e me chamam de oiticica

não sou de vila rica

mas adoro o doce deleite

curitibano de fato

pinto o auto-retrato

moldurado a três por quatro

e boto meu bloco na rua

para ver como é que fica

já pintei até dona zica

e tracei o borba gato

 

Federico Baudelaire

http://federicobaudelaire

Retalhos Imortais do SerAfim –

Luís Inácio da Silva Nada Sabia de Mim

poemas gráfico.visuais -  veja nos blogs

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Escrito por Federico Baudelaire às 07h05
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Amores Republicanos

 

o empresário amava

o  nosso erário

que amava o proletário

que amava o operário

que amava o empresário

que não amava ninguém

longas atas nas assembléias

às sombras do planalto

o secretário escreve

o tesoureiro assina

o fantasma dá as ordens

o presidente dorme

os senadores dormem

os deputados dormem

 os banqueiros rapam tudo

- e nós que somos decentes

nós quesomos babacas

quantos bilhões escaparam

entre os nossos dedos?

 

Federico Baudelaire

Retalhos Imortais do SerAfim –

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Escrito por Federico Baudelaire às 06h58
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