

fulinaimânica: jura não secreta
quero dizer que ainda arde
tua manhã em minha tarde
a atua noite no meu dia
e tudo em nós que já foi feito
com prazer inda faria
quero dizer que ainda écedo
ainda tenho um samba enredo
tudo em nós é carNAval
é só vestir a fantasia
quero ser teu mestre/sala
e você porta/bandeira
quando chegar na quarta-feira
a gente inventa outra fulia
fulinaíma sax blues poesia
nesta questão fulinaíma
não há rima que nos separe
poesia: ou coisa alguma
palavra/arte que assumes
amor suor ou faca de dois gumes

marisa e julinha duas lindas grandes amigas
ultra-sono-grafia
foto-feto que em luz te escrevo
que revelo no sonho em cores
que eu te penso em teu relevo
de teu de meu nossos amores,
tu te fazes em astro ou estrela?
a carne tarda ou virá breve?
a dúvida flutua no ventre leve
a vida breve se atreve avança
o sangue, o umbilical, a trança.
se tu vens, também me espera?
volto a tua imagem atmosfera
e lindo te amplio na amplidão
amo-te no teu gesto gestação
amo-te na mãe que quero nua
amo-te na paz que quero tua
amo-te no que vives ou viveste
amo-te no amor que quero teu
amo-te amor assim somente
na imagem que vem silente
o sol, a flor e a luz semente
um ser não ser e estar ciente
um dar se dar e estar ausente
um ter não ter estar contente
amo-te no que me vem agora
um ver não ver chegar a hora.

bruna polleto a porta/bandeira da mocidde independente de padre olivácio para o carnaval de 2007
fulinaimânica: jura não secreta
quero dizer que ainda arde
tua manhã em minha tarde
a atua noite no meu dia
e tudo em nós que já foi feito
com prazer inda faria
quero dizer que ainda é cedo
ainda tenho um samba enredo
tudo em nós é carNAval
é só vestir a fantasia
quero ser teu mestre/sala
e você porta/bandeira
quando chegar na quarta-feira
a gente inventa outra fulia

bruna polleto musa deste mar de búzios
vaza sob meus pés
um rio das ostras
enquanto minha mãos em conchas
passeiam o mangue dos teus seios
e provocam o fluxo do teu sangue
os caranguejos olham admirados
a volúpia dos teus cios
quando me entregas o que traz
por entre as praias e permites desatar
todos os nós do teu umbigo
transbordando mar de búzios
- oceanos
atrlântico pulsar entre dois corpos
que se descobrem peixes
e mergulham profundezas
seja qual for a hora
em que ser beijam num pontal
em comunhão total com a natureza

pedra na rua pinheiro machado em frente a universidade santa úrsula
meninas para mim
serão sempre meninas
jóia rara coisa fina
cássia eller zélia duncan
marisa monte ana carolina
adriana calcanhoto
não sou mário sá carneiro
nem nasci em fevereiro
eu sou eu não sou o outro
não sou pilar da ponte de tédio
mas posso ser o intermédio
pra amenizar teu desconforto
não há fórmula nem remédio
eu sou mesmo o anjo torto

Beijo na boca
Habita na boca de língua
Beijos de incendiar paixão
Sede de sonhos
Fome aflição
Reside no gosto saliva
Água morna de rio
Calor dos dias intenso
Desespero urbano dos corpos
Mora por entre os lábios céu da boca
Sonhos teus lindos
Seios suaves gosto
Formas e movimentos artesanais
Marko Andrade

vitrine no fórum - iapanema - rio de janeiro
percebo flores pelo chão
por onde passo
seja leblon arpoador ou ipanema
senegal nova nigéria
quintal da minha casa
makondo cacomonga de onde vim
pomar de frutas lagoa mar
bebo nas águas onde rio
seja qual for a estação
é sempre luz em santa clara
como este nome
afro tupi em minha língua
copacabana araribóia
baía de guanabara
http://fulinaimicamente.zip.net

só me queira assim caçado
mestiço vadio latino
leão feroz cão danado
perturbando o seu destino
só me queira enfeitiçado
veloz macio felino
em couro cru depravado
em tua cama sol à pino
só em queira encapetado
profanando àqueles hinos
malando moleque safado
depravando os teus meninos
só me queira desalmado
cão algoz e assassino
duplamente descarado
quando escrevo e não assino
in couro cru& carne viva
http://balckbilly.blogspot.com
http://www.soundclick.com/fulinaimasaxbluesepoesia

retalhos imortais do serAfim - oswald de andrade nada sabia de mim
girassóis pousando
no teu corpo
festa
beija-flor
seresta
poesia fosse
esse sol que emana
do teu fogo farto
lambuzando a uva
de saliva doce
in couro cru & carne viva